É uma sensação soberba.

Não sei se serei a única com esta sensação, sei que sou lamechas e depois de ter virado Mãe, fiquei ainda pior, quase na fronteira do insuportável mesmo...

Cada vez em que no silêncio de uma sombra o vejo crescer, é uma vontade estranha que me dá de chorar, simplesmente de o olhar!


Não é tristeza, longe disso... é um misto de alegria que se tem, com a parte em que se sente que nos foge completamente das mãos, com orgulho das aprendizagens que eles conquistam, com a ambiguidade de eles antes serem totalmente unha com carne connosco e estarem a aprender e a tornarem-se independentes, e sim, independentes de nós também.

Um dia fui busca-lo à escola e ele estava no recreio...

A T disse-me para ir lá busca-lo que ele iria adorar, eu pulei de alegria e fui.

Mas antes, decidi espreitar pelo vidro e tentar observar o que ele estaria a fazer, sem saber que eu estava ali. A X apontou-me para onde ele estava, e eu ali fiquei a babar.

Foi um vulcão que quis sair de mim entre risos e lágrimas que não soube lidar. Tive que parar a minha observação e ir concretamente busca-lo e abraça-lo com toda a força que tenho.


São sentimentos que aprendi a sentir de uma maneira LOUCA, uma vez na vida.... Quando ele nasceu.

É um mix total, cocktail molotov entre a alegria completa, a genuinidade total, a tristeza, o medo, o susto, o excitamento, a loucura, a vontade de rir e chorar ao mesmo tempo, a falta de ar....

E sinto-o cada vez que ele cresce, que ele adquire novas etapas e dá mais passos, são as réplicas deste vulcão que foi o seu nascimento.

O meu coração fica pequenino e a bater rápido, mas é bom demais.

Acho que chamam a isto:


Amor.